segunda-feira, 18 de julho de 2011

Francis Ford Coppola, o líder da nova Hollywood

Nascido no dia 07 de abril de 1939, Francis Ford Coppola é um dos nomes mais importantes da cinematografia mundial, sendo responsável por grandes filmes que agradam aqueles que são fãs do estilo de filmar dos anos de ouro do cinema como das novas gerações, e é desta nova geração que ele faz parte.

Era o grande nome da geração de garotos que tomou Hollywood na década de 1970, fazendo alguns dos maiores sucessos da década, tanto de crítica quanto de bilheteria, exemplo disto são os filmes “O Poderoso Chefão”, partes um e dois (The Godfather, 1972, 1974) e “Apocalypse Now” (1979). Era o jovem que liderava o grupo, já que havia conseguido fazer um longa-metragem aos 27 anos.

Com esta responsabilidade nas costas Coppola abriu a American Zoetrope, que deveria ser o estúdio onde os jovens recém saídos das recém criadas universidades de cinema dos EUA poderiam ir se refugiar e contar às histórias que conheciam, filmando-as na rua, sem a pressão de nenhum dos grandes estúdios. Mas os sonhos não conseguiram vir para a realidade por completo, e o único jovem que conseguiu fazer um filme produzido por Coppola na Zoetrope foi George Lucas, que fez "THX 1138" (1971), uma adaptação de um curta-metragem seu, com o qual Lucas ganhou alguns prêmios.

Com a Zoetrope a beira da falência, Francis Ford teve de abandonar seus ideais de filmar diretamente na rua - onde as histórias acontecem - usando câmeras 16mm, para fazer “O Poderoso Chefão”, típico filme de estúdio, que requeria um alto orçamento, e que não seria uma história do próprio Coppola, mas aí ele deu um jeito.

O primeiro filme da saga da família Corleone é recheado com atores pouco conhecidos na época, mas com grande talento, como Al Pacino, que depois deste filme passou a ser uma figura importante na figura do cinema americano. Não foi fácil conseguir isto, tanto que Coppola ofereceu "The Godfather II" para o então desconhecido Martin Scorsese, já que ele também é descendente de italianos.

Foi nesta década (1970) que o cineasta conseguiu algumas proezas notáveis, como ganhar cinco Oscars, o primeiro como roteirista do filme “Patton” (1970), e os últimos com melhor filme, diretor e roteiro com “O Poderoso Chefão parte II” (the gadfather part II, 1975) e duas palmas de ouro com “A Conversação” (the conversation, 1974) e “Apocalypse Now” (1979).

Segue uma lista das principais obras do cineasta:

O Poderoso Chefão com Marlon Brando e Al Pacino – 1972

A Conversação com Gene Hackman e John Cazale – 1974

O Poderoso Chefão parte II com Al Pacino e Robert De Niro – 1974

Apocalypse Now com Marlon Brando e Martin Sheen – 1979

Drácula de Bram Stoker com Gary Oldman e Wonona Ryder – 1992

sexta-feira, 15 de julho de 2011

Sexta Cinematográfica - Hugo Cabret de Martin Scorsese

por: Yves São Paulo


O mais novo filme de Martin Scorsese é infantil, bem longe de tramas violentas como "Taxi Driver" e "Os Bons Companheiros". Se aventurando por um campo que vem ganhando cada vez mais espaço, Scorsese resolveu que com uma história fantástica trabalhar com 3D seria mais fácil do que com enredos parecidos com o de seus filmes anteriores. No trailer já é possível ver alguns pontos comuns em obras anteriores do cineasta que revelam seu estilo de filmar, como uma trilha sonora que não foi feita para o filme, e que consegue dar um ar mais dinâmico à narrativa. O lançamento de "Hugo Cabret" por aqui está marcada para o dia 20 de janeiro de 2012.

quarta-feira, 13 de julho de 2011

A Hard Day's Night de Richard Lester

por: Yves São Paulo

Dia internacional do rock 'n' roll, e para comemorar este dia trago para o blog o filme "A Hard Day's Night" ou "Os Reis do iê, iê, iê" como aqui ficou conhecido, mas vou manter o título inglês por se tratar do nome da famosa música dos Beatles. Para quem não conhece esse filme que fique logo claro de que este não é apenas um filme sobre uma banda onde qualquer desculpa é usada para que o grupo toque suas músicas para fazer propaganda do seu novo disco, mas se trata de um filme que vem com algumas inovações para a época.

A “nouvelle vague” estava atingindo o seu auge, mexendo com a cabeça de todo jovem cineasta que queria mostrar mais que um musical com final feliz na tela, mas a realidade nua e crua das ruas do mundo todo, e é com esta ideia que Richard Lester faz o seu filme de maior sucesso. Ele faz “A Hard day’s...” possuir uma áurea de documentário, onde os quatro Beatles são chamados por seus nomes reais, fazendo com que parecesse que estamos a acompanhá-los em um dia comum, onde eles vão a uma TV gravar um programa.

Já que é para possuir uma áurea de documentário, Lester utiliza bastante a câmera na mão, recurso que ficou muito comum após a revolução do movimento francês. Desta forma, podemos seguir o quarteto pelas ruas, em suas correrias para fugir das fãs ou em festas que eles vão.

A cena de abertura da película, onde John, Paul, George e Ringo fogem de suas fãs ao som da música título já mostra logo o que veremos pela frente. Com uma montagem rápida (que hoje é chamada de montagem de videoclipe) Lester reúne diversos detalhes para que tudo pareça rápido, e se encaixe dentro do tempo da música, já que neste meio tempo cada componente do grupo já de disfarçou ou se escondeu em um lugar estranho, sem precisar mostrar como ele ficou daquele jeito ou como ele chegou ali.

São diversos os motivos que fazem deste filme um clássico que continua vivo até os dias atuais, mas talvez o que realmente o faz continuar novo através dos anos não seja a sua câmera na mão (na moda nos dias atuais graças às câmeras portáteis), mas a sua trilha sonora.

Clique no link abaixo e veja a cena de abertura do filme.

http://www.youtube.com/watch?v=j9FQhRu5HMs

terça-feira, 5 de julho de 2011

O Fabuloso Destino de Amélie Poulain de Jean-Pierre Jeunet

por: Yves São Paulo

Jean-Pierre Jeunet nos trás uma obra única e fabulosa com este que é o seu quarto filme, e o de maior sucesso. “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” é um show para os olhos e ouvidos de quem assiste, e nos mostra que a terra natal do cinema está sempre a se reinventar e nos surpreender.

Para os nossos olhos, Jeunet nos deixa encantados com todas as cores vivas de cada cenário, onde o verde fica mais verde e o vermelho parece mais vermelho do que nas demais películas já feitas. Para os ouvidos os incríveis diálogos dos preciosos personagens e a maravilhosa trilha sonora de Yann Tiersen.

A história do filme nos mostra Amelie Poulain (Audrey Tautou) uma mulher de 28 anos que quer melhorar a vida de todos a sua volta, e que termina por se ver ajudando a si própria, bolando seus planos mirabolantes. Este pode parecer apenas uma versão francesa de “Forrest Gump” (Robert Zemmekis, 1994), mas vai mais além, já que não fica presa na narração do personagem principal, e sim do diretor, que mostra o que quer, utilizando artifícios incomuns, como ver através do bolso da roupa de Amelie e ver que ela carrega uma chave.

Logo esta não uma simples comédia romântica, o roteiro do longa nos envolve e faz desta uma produção única, que se um dia for regravada não passará de uma mera imitação. “O Fabuloso Destino de Amelie Poulain” é uma verdadeira obra de arte.

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