segunda-feira, 16 de maio de 2011

Os Incompreendidos de François Truffaut

por: Yves São Paulo

O primeiro longa-metragem da carreira de François Truffaut é uma marco não só para sua carreira, mas também para o cinema mundial. Neste filme, muitas vezes dito como uma autobiografia do próprio diretor, que ganhou o prêmio de direção no festival de Cannes de 1959, ano do lançamento do filme.
"Os Incompreendidos" é um marco não só por se tratar de um belo filme, com uma história comovente, mas por ser uma das produções pioneiras da nouvelle vague, a nova onda do cinema francês que modificou a forma de toda uma geração de ver e fazer cinema, se tornando influência direta de movimentos como a Nova Hollywood e (me atrevo a dizer, já que a obra fundadora do movimento é datada do ano de 1955) até o Cinema Novo.
O que os três movimentos tem em comum é o desejo de fazer cinema de arte gastando pouco dinheiro (o que acabou não se cumprindo com a nova Hollywood). Partindo deste ponto "Les 400 coups" nos exibe um filme onde o diretor faz não só o roteiro, mas também se preocupa com o cenário, sendo creditado seu nome nesta função. O áudio da obra foi gravado enquanto se filmava, para que não precisasse ser gasto dinheiro com a dublagem do filme inteiro posteriormente.
Aqui, Truffaut nos apresenta Antoine Doinel, um garoto de pouco mais de dez anos que é maltratado por todos, desde seu professor, até seus pais. Não aguentando tanta injustiça Doinel foge de casa algumas vezes, praticando alguns delitos para poder sobreviver, até o dia em que é pego pelo pai roubando a máquina de escrever da empresa onde ele trabalhava (ele, o pai) e assim acaba indo para uma instituição de menores infratores.
A obra foi indicada ao Oscar de melhor roteiro original, prêmio normalmente indicado para narrativas inovadoras, o que é o caso de "Os Incompreendidos". Hoje, este filme pode não parecer tão diferente dos demais justamente pelo fato de ter sido copiado diversas vezes, já que após ter sido apresentado ao público, o longa se tornou uma referência para a maioria dos cineastas que vieram depois.
Esta película, pioneira do cinema moderno e deve ser vista por todos aqueles que queiram ter algum conhecimento sobre a arte de fazer filmes.

sexta-feira, 6 de maio de 2011

Sexta Cinematográfica: Jardim das Folhas Sagradas de Pola Ribeiro

por: Yves São Paulo


Mais um filme desta produtiva safra baiana, "Jardim das Folhas Sagradas" de Pola Ribeiro (atual diretor do instituto de radiodifusão educativa da Bahia) premiado cineasta do estado que, até onde sei, conseguiu concluir este filme que foi exibido no Los Angeles Brasilian Film Festival deste ano saindo vencedor do prêmio de melhor fotografia.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Kill Bill, volume um de Quentin Tarantino

por: Yves São Paulo

Kill Bill talvez seja o filme que apresentou Tarantino para grande parte do público. Muitas destas pessoas não gostaram do encontros pois se depararam com uma produção extremamente violenta. Logo na primeira parte do filme a pancadaria já está sendo apresentada para o espectador. Quem o conhecia sabia que aquilo era algo novo, sem revolveres, duas mulheres lutando de mãos limpas dentro de uma típica casa norte-americana.
A primeira cena do filme trata de nos apresentar à Noiva. Em uma cena em preto e branco vemos a protagonista ensangüentada caída no chão vestida de noiva e alguém fora da imagem que conversa com ela e termina por dar um tiro na tal personagem.
É um filme de vingança como os Posters anunciam, mas é um filme de vingança feito por Quentin Tarantino, um dos mais cultuados cineastas dos últimos tempos. Com cenas cuidadosamente filmadas para que tudo pudesse parecer mais real do que o que seria na realidade, como na seqüência das lutas no Japão, onde a Noiva luta contra milhares de membros da máfia japonesa. É uma nítida crítica (que o cineasta diz serem homenagens) aos animes violentos onde sangue não falta e isso Kill Bill têm de sobra, já que cenas de mutilações com sangue jorrando durante longos minutos não faltam.
Para completar encontramos neste singular longa uma seqüência inteira de animação (no mais puro desenho japonês) para contar a história de O-Ren Ishii que faz parte da sanguinolenta segunda parte deste filme. Para os mais sensíveis(que não agüentam ver sangue), melhor não assistir esta produção.
Embora estes diversos aspectos positivos "Kill Bill volume 1" é um filme fraco se comparado às outras produções anteriores do diretor (Pulp Fiction e Cães de Aluguel) e como posteriormente se veria é mais fraco do que o sua continuação (que seria unido a este filme, mas não alcançaria metade do público que alcançou). Mas mesmo assim é uma bela obra, com uma fotografia e montagem marcantes, além de ser a oportunidade de vermos este singular diretor trabalhar no mundo do desenho animado.
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