terça-feira, 13 de agosto de 2013

Alfred Hitchcock


Há 114 anos nascia Alfred Hitchcock, o nome que mais cresceu no cenário cinematográfico nestes últimos tempos. O cineasta inglês começou sua carreira trabalhando em um estúdio de cinema londrino logo depois de ter abandonado a universidade. Começou fazendo letreiros para os filmes mudos, mas rapidamente foi evoluindo até passar para assistente de direção, até que em 1925 surgiu a primeiro oportunidade de dirigir um filme, "The Pleasure Garden".

Hitchcock tinha apenas 26 anos quando dirigiu "The Pleasure Garden". O filme, metade financiado por um estúdio alemão, obrigava-o a filmar na Alemanha. Com orçamente reduzido, lá foi a equipe inglesa toda em direção ao continente para filmar. Lá chegando muitos foram os problemas. A protagonista, uma estrela em ascensão, já dava seus ataques de "estrelismo", o que deixava o jovem diretor sempre preocupado. Não podiam gastar todo o dinheiro da produção satisfazendo os desejos de sua protagonista. Mas mesmo assim, Hitch teve que se desfazer de seu pagamento e investi-lo em seu filme. Por fim, o filme não fora um sucesso, mas fez com que o cineasta entrasse no cinema de vez.

No ano seguinte foi a vez de "The Mountain Eagle" (1926), e logo em seguida, em 1927, "O Inquilino", o primeiro filme de suspense do diretor. É um filme muito interessante já que muitas das características da assinatura que o cineasta viria a colocar em seus filmes estava presente nesta obra, incluindo aí a sua ponta no filme.

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Amor, Sublime Amor

Direção: Robert Wise e Jerome Robbins;
Roteiro: Ernest Lehman, Jerome Robbins, Arthur Laurents (livro), baseada na obra de William Shakespeare;
Fotografia: Daniel L. Fapp;
Música: Leonard Bernstein;
Elenco: Natalie Wood, Richard Breymer, Russ Tamblyn.

"Amor, Sublime Amor" é o segundo filme escolhido para participar desta série sobre os musicais hollywoodianos. Este filme, dirigido pelo montador de Cidadão Kane (Citzen Kane, 1941), é um clássico que conseguiu se eternizar na história do cinema mundial pela sua comunhão entre técnica e sentimentalismo dos diretores Robert Wise (o já citado), e Jerome Robbins. Diversas são as músicas que povoam o imaginário de cinéfilos de todo mundo, como "América", mas escolhi esta cena, com a música Maria, não somente pela música em si, mas pela construção da cena feita pela dupla de diretores.

O filme é um grande musical onde a todo momento as danças e as músicas exibem para nossos olhos e ouvidos o que sentem os personagens. As lutas entre as gangues rivais que tornam o amor de Maria e Tony impossível são todas dançadas. Mas o aspecto mais interessante é o uso da iluminação para contar a história a partir do sentimento dos personagens, tal como acontece nesta cena, em que Tony, após conhecer Maria em um baile onde estão as duas gangues rivais, é obrigado a sair do local devido a uma alteração nos ânimos dos membros das gangues quando o casal passa a dançar junto.

A iluminação lilás serve, neste momento, para que a paixão que cresce em Tony transborde para fora do personagem, para que seja expressa na tela para além da simples expressão do ator Richard Beymer e que toque diretamente o espectador, fazendo crescer neste um sentimento próximo ao vivido pelo personagem. 

Indicado a 11 Oscar e ganhador de 10.



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