sexta-feira, 2 de agosto de 2013

Amor, Sublime Amor

Direção: Robert Wise e Jerome Robbins;
Roteiro: Ernest Lehman, Jerome Robbins, Arthur Laurents (livro), baseada na obra de William Shakespeare;
Fotografia: Daniel L. Fapp;
Música: Leonard Bernstein;
Elenco: Natalie Wood, Richard Breymer, Russ Tamblyn.

"Amor, Sublime Amor" é o segundo filme escolhido para participar desta série sobre os musicais hollywoodianos. Este filme, dirigido pelo montador de Cidadão Kane (Citzen Kane, 1941), é um clássico que conseguiu se eternizar na história do cinema mundial pela sua comunhão entre técnica e sentimentalismo dos diretores Robert Wise (o já citado), e Jerome Robbins. Diversas são as músicas que povoam o imaginário de cinéfilos de todo mundo, como "América", mas escolhi esta cena, com a música Maria, não somente pela música em si, mas pela construção da cena feita pela dupla de diretores.

O filme é um grande musical onde a todo momento as danças e as músicas exibem para nossos olhos e ouvidos o que sentem os personagens. As lutas entre as gangues rivais que tornam o amor de Maria e Tony impossível são todas dançadas. Mas o aspecto mais interessante é o uso da iluminação para contar a história a partir do sentimento dos personagens, tal como acontece nesta cena, em que Tony, após conhecer Maria em um baile onde estão as duas gangues rivais, é obrigado a sair do local devido a uma alteração nos ânimos dos membros das gangues quando o casal passa a dançar junto.

A iluminação lilás serve, neste momento, para que a paixão que cresce em Tony transborde para fora do personagem, para que seja expressa na tela para além da simples expressão do ator Richard Beymer e que toque diretamente o espectador, fazendo crescer neste um sentimento próximo ao vivido pelo personagem. 

Indicado a 11 Oscar e ganhador de 10.



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