sábado, 2 de março de 2013

John Ford

O cineasta austríaco Michael Haneke vem sendo considerado um dos (se não for o) melhores cineasta da atualidade. O sucesso de suas fitas nos festivais de todo o mundo vem fazendo de Haneke o grande diretor do inicio do século XXI. Grande parte de seus filmes ainda não fizeram uma década de lançados e já são postos entre os melhores da história da sétima arte, em uma rara unanimidade entre os críticos. Vejo este movimento como algo positivo, por gostar muito do cineasta em questão, o grande problema é que a paixão com a qual seus filmes são, hoje, comentados, estudados e apreciados diminui com o tempo e o brilho ao redor de seu nome diminui.

Comecei a escrever este texto tendo em mente a tentativa de renascer na mente do leitor-cinéfilo um cineasta que já bebeu do mesmo sucesso no qual se banha Michael Haneke, mas cujo brilho parece vir diminuindo com o passar do tempo. Brilho não de sua obra em si, mas do modo como olham sua obra. Este diretor é John Ford. Poucos são aqueles que ainda tentam mostrar o brilhantismo de Ford. Algumas tentativas isoladas são postas em prática para não deixar morrer um nome tão caro ao cinema.

John Ford foi um cineasta que fez valer o título de "autor" desenvolvido pelos críticos da revista "Cahiers du Cinema". Influenciou milhares de cineastas. Boa parte dos diretores do cinema novo tinham orgulho em dizer que haviam sido influenciados pelo cinema de John Ford.

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