segunda-feira, 4 de fevereiro de 2013

Da realidade no cinema


esta postagem faz parte de uma série que visa fazer um questionamento sobre o cinema enquanto arte e sobre as teorias criadas acerca desta arte no passar deste século do cinema.

"Como, por uma série de imagens em movimento produzida por fotografia e montagem, é possível pretender dizer algo sobre o real, sobre o mundo?", indaga Jacques Aumont após expor algumas teorias de Bresson, Vertov e Pasolini. 
Diferente das postagens anteriores, não irei continuar com perguntas acerca do caráter do cinema. Viremos a página e cheguemos a algum lugar (ou ao menos tentemos).
Os vinte e quatro quadros por segundo que modificaram a maneira com que a humanidade tratava a realidade. Os vinte e quatro quadros que nos dão vinte e quatro fragmentos da realidade por segundo. 
É a realidade que nos é dada ou uma interpretação da realidade? Este nunca foi um problema para o cinema, que sempre buscou se aproximar da realidade, seja pegando a câmera e saindo às ruas, seja tentando aproximar a fantasia da realidade (a exemplo do gorila gigante de Peter Jackson). Mas como podemos fazer o cinema se aproximar da realidade e passar uma mensagem? Muitas foram as respostas encontradas, e cada uma parece completar a outra, fazendo do cinema uma arte cada vez mais madura, ciente de seus deveres e de suas necessidades.
Para tentar responder a pergunta que encabeça este texto vou colocar o seguinte: cada teórico tenta responder esta pergunta a partir do mundo em que vive, das necessidades que o circundam. Cada um destes mundo possui uma realidade diferente, necessitando de uma linguagem diferente para traduzi-lo. Por isso Glauber Rocha é tão querido para o cinema nacional. Ele criou uma estética não muito original, mas que adaptou à realidade que se apresentava no país naquele determinado momento.


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