quarta-feira, 4 de maio de 2011

Kill Bill, volume um de Quentin Tarantino

por: Yves São Paulo

Kill Bill talvez seja o filme que apresentou Tarantino para grande parte do público. Muitas destas pessoas não gostaram do encontros pois se depararam com uma produção extremamente violenta. Logo na primeira parte do filme a pancadaria já está sendo apresentada para o espectador. Quem o conhecia sabia que aquilo era algo novo, sem revolveres, duas mulheres lutando de mãos limpas dentro de uma típica casa norte-americana.
A primeira cena do filme trata de nos apresentar à Noiva. Em uma cena em preto e branco vemos a protagonista ensangüentada caída no chão vestida de noiva e alguém fora da imagem que conversa com ela e termina por dar um tiro na tal personagem.
É um filme de vingança como os Posters anunciam, mas é um filme de vingança feito por Quentin Tarantino, um dos mais cultuados cineastas dos últimos tempos. Com cenas cuidadosamente filmadas para que tudo pudesse parecer mais real do que o que seria na realidade, como na seqüência das lutas no Japão, onde a Noiva luta contra milhares de membros da máfia japonesa. É uma nítida crítica (que o cineasta diz serem homenagens) aos animes violentos onde sangue não falta e isso Kill Bill têm de sobra, já que cenas de mutilações com sangue jorrando durante longos minutos não faltam.
Para completar encontramos neste singular longa uma seqüência inteira de animação (no mais puro desenho japonês) para contar a história de O-Ren Ishii que faz parte da sanguinolenta segunda parte deste filme. Para os mais sensíveis(que não agüentam ver sangue), melhor não assistir esta produção.
Embora estes diversos aspectos positivos "Kill Bill volume 1" é um filme fraco se comparado às outras produções anteriores do diretor (Pulp Fiction e Cães de Aluguel) e como posteriormente se veria é mais fraco do que o sua continuação (que seria unido a este filme, mas não alcançaria metade do público que alcançou). Mas mesmo assim é uma bela obra, com uma fotografia e montagem marcantes, além de ser a oportunidade de vermos este singular diretor trabalhar no mundo do desenho animado.

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