quarta-feira, 29 de dezembro de 2010

Na Época do Ragtime de Milos Forman

por: Yves São Paulo

O cinema americano é uma fábrica de grandes filmes. Seu mercado lucrativo faz com que se invista no "negócio do cinema." Por isso a maioria das pessoas possuem seu conhecimento cinematográfico todo formado por produções cinematográficas "made in USA". De tanto fazer filme uma hora eles acertam, ou com algum filme bom ou encontrando algum grande talento, como no caso de Milos Forman.
Forman é um fruto da produtiva safra da década de 1970, tendo feito algumas de suas grandes produções nesta época como os memoráveis "Hair", "Amadeus", "Um Estranho no Ninho"
pelo qual viria a ganhar um Óscar e notoriedade no mercado. Entre as grandes produções que dirigiu Milos Forman, desta vez junto com o produtor italiano Dino de Laurentis, produziu uma das maiores obras da cinematografia norte americana da segunda metade do século XX, "Na Época do Ragtime", um filme feito por estrangeiros sobre um período da história da atual potência mundial.
Aproveitando o ragtime como som de fundo para contar a sua história sobre preconceitos étnicos e raciais presentes nos EUA, até o final onde vemos a ascensão e queda de dois personagens, um negro, que tomado pela vingança acaba entrando para o crime, e um estrangeiro que consegue fazer sucesso no cinema ficando rico, coisa que aconteceu com o próprio diretor, já que Forman nasceu na antiga Tchecoslováquia e fez sucesso com o cinema nos EUA.
Com uma união de diversos personagens em uma história contada em 155 minutos "Na Época do Ragtime" é um daqueles filmes que não saem de sua cabeça por um longo tempo graças à sua beleza. Juntando todos os fatores (as ótimas interpretações, belos figurinos, cenários, texto, direção) este filme foi indicado à oito Óscars, e sete globos de ouro o que o cravou para sempre na história da sétima arte.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

Bastardos Inglórios

por: Yves São Paulo

Para um filme realmente conquistar o público ele tem que lhe prender
durante os dez minutos iniciais e conseguir um final incrível, senão a plateia se cansa e o resultado do boca a boca poderá ser desagradável. Conseguir fazer com que pessoas fiquem interessadas em algo em apenas dez minutos é uma tarefa árdua e
nem sempre alcançada pelos cineastas, mas este é um problema que não parece perturbar a imaginação do diretor de "Bastardos Inglórios (Inglourious Basterds, 2009), já que para o inicio da película ele praticamente cria um filme separado, com um texto forte que alterna diversas línguas, que envolve o espectador em um suspense que parece interminável.
Por isso Quentin Tarantino é um dos maiores cineastas pós Nova Hollywood. Ele consegue trazer de volta ao cinema norte americano elementos que haviam ficado para trás, na década de 1970. Incorporando em sua narrativa a divisão do filme em capítulos, e apresentando aqueles personagens que merecem ser apresentados. Unindo elementos do novo cinema com o classicismo dos nazistas Tarantino consegue criar uma obra única, que surpreende à todos os cinéfilos.
As novas gerações de cineastas que queiram fazer filmes belos, mesmo que não sejam agradáveis aos olhos de alguns, mas que são verdadeiras expressões de arte devem se espelhar em cineastas que conseguem encontrar a sua marca e fazer dela um sucesso, como Quentin Tarantino.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...