sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sexta Cinematográfica no Siga a Cena

por: Yves São Paulo

Pretendo, a partir desta sexta, publicar em todas as sextas-feiras um trailer ou curta-metragem aqui no blog com o título de "Sexta Cinematográfica". Para começar nada melhor do que o trailer do filme "Filhos de João, O Admirável Mundo Novo Baiano" de Henrique Dantas, do qual já foi citado anteriormente aqui no Siga a Cena. Espero que fique com vontade de assistir o filme(e que ele consiga ser exibido em todos os cinemas do país).
video

sábado, 23 de janeiro de 2010

O Inquilino de Alfred Hitchcock

por: Yves São Paulo

Um assassino que mata apenas mulheres loiras. É esta a história de "O Inquilino"(the lodger, 1927) um dos primeiros filmes do mestre do suspense. O longa-metragem, disponível em DVD no Brasil, mudo, de 79 minutos, é uma exibição de quem foi Hitchcock para o cinema.
Existe em Londres um assassino que tem preferência por matar mulheres loiras. Em momento algum ele aparece no filme (coisa que Steven Spielberg repetiu em "Encurralado" quase 40 anos depois). É quando aparece um rapaz misterioso na casa dos Bunting. A cena em que o jovem entra na casa é clássica. Primeiro ele está todo agasalhado, e com o rosto parcialmente coberto, a senhora Bunting fica assustada, então o rapaz retira o pano do rosto e pede o quarto de aluguel.

A filha dos Bunting é uma loira, o que os deixa assustados com a presença daquele estranho, mas logo ela faz amizade com o rapaz e ganha sua confiança acreditando que aquele jovem não é o Vingador, nome dado ao assassino. Só que a jovem é namorada de um detetive que desconfia do jovem e vai investigá-lo.

Não é uma trama complicada, nem exige de um alto orçamento, é algo que se encaixava perfeitamente no padrão do cinema mudo inglês. É este tipo de filme que deveria ser desenvolvido aqui, em um país onde os cineastas não conseguem dinheiro para suas produções, sendo que filmes de suspense muitas vezes tem boa bilheteria, por serem muitas vezes simples e inteligentes e em sua maioria exigem orçamentos não tão grandes, como a filmografia de Alfred Hitchcock.

quinta-feira, 21 de janeiro de 2010

Woodstock - O Filme

por: Yves São Paulo
Há muito tempo atrás, em uma pequena cidade chamada Bethel onde a tranquilidade predominava foi, em agosto de 1969, palco do maior festival de música de todos os tempos, que ficou com o nome de uma outra cidade que não permitiu a instalação de tal festival, o "Woodstock".
Para todos que vieram depois o único modo de conhecer o acontecimento foi vendo o documentário produzido pela Warner Bros. (cujo dinheiro por ela pago ajudou a salvar o festival) "Woodstock, três dias de paz amor e música" (dirigido por: Michael Wadleigh em 1969). É um belo filme. Logo no inicio do longa-metragem temos as imagens da construção do palco, e belas tomadas dos campos verdes (o colorido destas tomadas devem ser apreciadas) tudo isso ao som calmo do trio Crosby, Stills e Nash.
É avançando um pouco mais no filme que vemos o seu diferencial. Cenas onde em um canto da tela temos uma ação e, de repente do lado que estava escuro aparece uma outra ação. O foco neste momento deve ser dado à apresentação do The Who que é iniciada com o guitarrista Pete Townshend que bate a guitarra contra a própria barriga. Esta ação é apresentada como fotos da guitarra batendo no músico, se afastando e novamente batendo nele.

Em outros momentos o filme é apresentado em um excelente widescreen, e em outros em fullscreen que não toma toda a tela. É algo totalmente diferente do que já foi feito e merecidamente ganhou o Oscar de melhor documentário. Para quem gosta de cinema vale a pena assistir, para quem gosta de rock é algo indispensável, já que Jimi Hendrix, The Who, Janis Joplin, Santana e muitos outros grandes nomes da música passaram por este lendário palco no mês de agosto de 1969.

quarta-feira, 20 de janeiro de 2010

A Volta do Cinema Baiano

por: Yves São Paulo

O cinema baiano volta ao mercado. São muitos os filmes em longa-metragem que estão finalizados, ou estão em processo de finalização. citemos primeiro o filme "Cascalho" pronto desde 2004, mas que infelizmente não conseguiu a sua distribuição no circuito comercial. É baseado em uma obra de Herberto Sales, que, antes de morrer, escreveu o roteiro junto a Tuna Espinheira que é o diretor do filme e velho integrante do grupo de cineastas baianos. Esta película foi paga, em sua maior parte, por editais do governo, juntando 1,3 milhão de reais.
"O Homem Que Não Dormia" é o título da mais nova obra de Edgard Navarro. O filme ainda não está pronto e a história tem mais de 30 anos na cabeça do cineasta. Segundo o site "cinema do brasil" o filme tem o custo de 4 milhões, mas até agora só foi arrecadado metade disso. Outro longa-metragem que está pronto é o filme "Estranhos" do estreante em longas Paulo Alcântara que já teve a sua estreia em Salvador. "Ritos de Passagem" é o nome do longa de animação do animador Chico Liberato, responsável por colocar a Bahia, na década de 1980 no cenário da animação no Brasil. "Jardim das Folhas Sagradas" é o nome do filme de Pola Ribeiro que já teve suas filmagens finalizadas em 2006. "Trampolim do Forte" é uma película do diretor da nova geração de cineastas baianos que cresce a cada dia que passa, João Rodrigo Mattos, está em fase de finalização.
Para finalizar este texto o documentário que foi um sucesso no festival de Brasília de 2009, um dos melhores do país, "Filhos de João" é o nome do longa que durou 10 anos para ficar pronto e que foi prestigiado com alguns prêmios na capital do Brasil. O nome do diretor é: Henrique Dantas. O cinema baiano achou a sua tão esperada retomada, e esperamos que de agora em diante apenas cresça (e consiga distribuição no circuito comercial) e melhore!
Imagens: poster do filme "Cascalho".
Edgard Navarro na gravação do filme "O Homem Que Não Dormia".
Henrique Dantas juntos com os "Novos Baianos" no festival de Brasília.

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

E o Vento Levou 70 Anos

por: Yves São Paulo

Neste ano que passou, o filme, que deixou de ser um simples filme, para virar uma personalidade da história do cinema, fez longos 70 anos. O que se pode dizer sobre esta grande produção? Primeiro temos que citar o produtor da película: David O. Selznick. Ninguém mais ninguém menos do que o homem responsável pela ida de Alfred Hitchcock para os EUA, e logo na primeira produção levaram o Oscar de melhor filme por "Rebecca" (1940), prêmio este que Selznick era especialista em ganhar, já que "Gone With The Wind" (o título original da produção) levou 10 estatuetas no ano anterior.
O colorido do filme é incrível, a única comparação que pode ser feita neste momento é com a película "Doutor Jivago"(Doctor Zhivago, 1965 dirigido por David Lean). Por isso uma das estatuetas que este belo longa-metragem levou foi o de fotografia, primeiro filme colorido a conseguir tal prêmio.
Victor Fleming é o diretor desta grandiosa película. Ele dirigiu, neste mesmo ano que gravou "e o Vento Levou", outro filme de grande sucesso e clássico obrigatório para qualquer cinéfilo: "O Mágico de Oz"(Wizard of Oz, 1939) apenas para citar a competência de tal cineasta.
Se trata de um romance ambientado na guerra civil. Este é um filme totalmente artesanal, já que na época não existia a computação gráfica da qual dispõem os cineastas atualmente, e que provavelmente seria gravado com fundo azul e não com os cenários muito bem feitos pela equipe da produção original. Não deixe de assisti-lo por causa das quase quatro horas de duração, pois assistindo a este filme o tempo parece passar mais rápido que assistido a um filme de duas horas de duração.

segunda-feira, 18 de janeiro de 2010

Batman de Tim Burton

por: Yves São Paulo
Há vinte anos atrás um jovem cineasta, que fez a universidade de cinema sendo financiado por um dos maiores estúdios do mundo a Disney, era contratado para fazer algo que ninguém parecia se importar em fazer: adaptar histórias em quadrinhos para as telas. Tiveram que partir em busca de um jovem que topasse desafios. Foi assim que Tim Burton começou para valer a sua carreira.
Contratou logo um dos maiores atores e que já havia sido aclamado anteriormente por trabalhos como "O Iluminado" (the shining, dirigido por Stanley Kubric), e "Um Estranho no Ninho" (one flew over the cuckoo's nest, dirigido por Milos Forman) para ser o vilão de seu filme, ninguém mais ninguém menos que Jack Nicholson. Logo depois vem a notícia de que ele vai trabalhar novamente com Michael Keaton, ator que não caiu no gosto do público.
Foi a primeira imagem que salvou o filme, a foto do Batman diferente de tudo o que já havia sido feito antes, não era mais aquele herói com um macacão cinza e uma cueca preta por cima, agora era uma armadura!
Resultado: o filme foi um sucesso, rendeu milhões de dólares tanto para o estúdio quanto para os personagens deste pedaço da história recente do cinema, como o filme que, de certa forma, fixou as HQs na 7ª arte (se não fosse por este filme nunca teríamos tido O Cavaleiro das Trevas).
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